Luis, aqui é o Zé. Estamos indo viver aí na cidade… onde todo mundo cuida da ecologia

Prezado Luis, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. Tô vendo todo mundo falar que nós os da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Leia o resto deste post »

O caos da mobilidade urbana

“O cliente pode ter um carro pintado com a cor que desejar,
contanto que seja preto.” (Henry Ford)

Não quero carro. Minha decisão não é apenas uma postura apenas ecologicamente correta, ou apenas para acompanhar as correntes sociais do pró-bike. É isso, e mais que isso. É uma questão de praticidade, de respeito ao outro, de abrir mão do prático para mim em detrimento do melhor para a coletividade.

Se locomover nas grandes cidades nos tempos atuais se tornou um exercício de paciência e tolerância, uma parcela significativa de nossa jornada de trabalho , onde é difícil encontrar formas ou estratégias para que seja prazerosa ou, ao menos, suportável.

Leia o resto deste post »

Campanha pela Lei da Economia Solidária

Buscar uma nova forma de trabalhar e consumir, com solidariedade, sem patrão nem empregados, é um movimento crescente (mas não novo) desenvolvido pelas instituições e pessoas que acreditam na Economia Solidária.

É uma lógica reversa do capitalismo, mas sem a utopia ou romantismo de se mudar este sistema no curto prazo. Porém, no longo prazo, mostrar que é possível uma prática baseada na cooperação e na qualidade de vida para todos.

Para fortalecer esta proposta de desenvolvimento justo, sustentável, diverso e solidário, foi criada a Campanha pela Lei da Economia Solidária. O objetivo da Campanha é conseguir criar a primeira lei brasileira que reconheça o direito ao trabalho associado e apóie as iniciativas da economia solidária, dando espaço para as pessoas poderem se organizar em cooperação, com justiça e preservação ambiental.

No site do Cirandas você poderá encontrar mais informações da Campanha, e materiais tais como: formulário para coletar assinaturas, a proposta do texto da lei,  materiais gráficos (folder, cartaz, adesivo, logo e cartilha) e audiovisuais (vídeos e spot de rádio).

Acesse aqui o formulário e assine o abaixo assinado.
Este link acima leva ao formulário para coletar assinaturas (com orientações).

Participe desta luta!

A campanha é um grande mutirão por um Brasil justo e sustentável!

Flauta Mágica

Nos últimos dias me dediquei a buscar fábulas e contos poucos comuns, mas que tenham uma conexão com a atualidade, ou com os assuntos que são abordados neste blog.

Dentre os que encontrei, não poderia haver melhor texto que “A Flauta Mágica” para o curso do qual sou atualmente um dos facilitadores (PMD Pro1 – Curso para Certificação Internacional em Gestão de Projetos Sociais). O texto também reflete o momento pessoal de minha carreira.

Todos nós, gerentes de projetos, acabamos por nos deparar com respostas, métodos, planilhas e softwares mágicos (assim como a flauta), que são irresistíveis por representar uma solução prática e automatizada para nossa gestão e monitoramento.

Sim! Os métodos, metodologias, ferramentas e softwares são essenciais em nosso trabalho. Porém, muito além do instrumento, como o utilizamos em cada situação e projeto é que definirá nosso sucesso, e do nosso projeto – adaptação, adequação, atenção ao contexto e ambiente.

Não posso me delongar… do contrário, irei estragar a leitura do conto “A Flauta Mágica”. Espero que a leitura fomente o leitor a expressar sua opinião e compartilhar experiências semelhantes ao do caçador… (leia o resto do post…).

Leia o resto deste post »

A Fábula das Abelhas, de Bernard Mandeville

“Aquilo que de pior existe em cada um, contribuiu alguma coisa para o bem comum”. Esta frase de Bernard Mandeville resume a Fábula de sua autoria, publicado em 1714 pela primeira vez e em 1723 numa versão mais completa, a Fábula das Abelhas

É um conto que traz à tona uma reflexão sobre como a ganância, inveja, vaidade e orgulho eram (eram?) fundamentais para a prosperidade da nação.   Polêmica e de difícil “digestão”, seu conto aponta que o desejo humano na busca do auto-interesse teria como conseqüência não intencional um caráter estabilizador para a sociedade.

Será que, por esta razão, vemos diariamente este conto se materializar nos mecanismos do Estado que nos cerca e, em nós mesmo, como parte viva deste? Afinal não podemos nos dissociar do Estado e, muitas das colocações de Mandeville se materializam no nossos atos de cidadão comuns.   Adam Smith criticou arudamente Mandeville, mas acaba afirmando que “por mais destrutivo que esse sistema possa parecer, jamais poderia ter ludibriado tão grande número de pessoas, nem provocado um alarma tão generalizado entre os amigos dos melhores princípios, se não tivesse em alguns aspectos bordejado a verdade”.

Apesar de longa, sugiro a leitura da Fábula das Abelhas, na seção Histórias e Fábulas, bem como os comentários de Rodrigo Constantino, economista, articulista, autor de “Egoísmo Racional – o individualismo de Ayn Rand”. Seus comentários podem ser lidos em seu blog pessoal e no portal do Instituto Liberal.

The global power shift

Já houve um tempo onde poderíamos nos sentir seguros porque nossa tribo era mais forte que a outra tribo, nosso país era mais forte que o país inimigo. Interconexão. Em um mundo onde estamos intimamente interligados, essa não é mais uma realidade.

O que acontece em um país do outro lado do planeta reflete no nosso país. E por refletir, não devemos entender como efeitos macroeconômicos ou efeitos de longo prazo. São impactos que alteram o dia do cidadão comum, das ruas por onde passamos, da saúde, segurança, capacidade de suprir e proteger nossa família.

Alguém tem uma gripe no México e o aeroporto de Guarulhos é fechado. Protestos políticos em Ancara (Turquia) inspiram protestos socioeconômicos em Recife.

Leia o resto deste post »

Articulação D3 e a Nova Arquitetura de Apoio às Organizações Sociais do Brasil

Nos últimos quarenta anos, organizações da cooperação internacional tiveram um papel importante no desenvolvimento da sociedade civil e, por conseguinte, da democracia brasileira. Atualmente, boa parte dessas organizações está encerrando, relocando ou reduzindo substancialmente suas atividades no Brasil.

Como garantir a continuidade do trabalho das OSCs de defesa de direitos no Brasil num quadro que limita, cada vez mais, o acesso destas aos recursos internacionais e diante de uma realidade em que ainda são insuficientes os aportes públicos e privados para a maioria das causas de defesa de direitos?

Leia o resto deste post »

Estado Voraz

Um amigo, Robin de Rooy, com quem tenho incontáveis conversas sobre o cotidiano político e econômico do Brasil e do mundo, costuma citar que nosso Estado é voraz. Pois, não são precisos muitos cliques no Google para encontrar sinônimos que corroboram a afirmação de Robin.

Voraz… Ambicioso. Muito ávido. Que devora, ou come com avidez. Greedy. Insatiable. Que exige grande quantidade de alimentos. E o alimento do Estado, que deveria ser o bem estar da sociedade é, na verdade, imposto. Imposto no singular, porque não temos chance de discutir e votar sua criação e regras; e impostos, no plural, porque é exatamente disto que vamos falar: do buraco em nosso bolso.

Leia o resto deste post »

Curso para Certificação Internacional em Gestão de Projetos Sociais

PMD (Project Management for Development) é uma metodologia desenvolvida pela organização internacional LINGOS (www.ngolearning.org), que adaptaram os conceitos e ferramentas do PMBoK (o mais reconhecido guia internacional de gerenciamento de projetos), para as organizações do terceiro setor.

O PMD apresenta uma abordagem completa e objetiva sobre o gerenciamento de projetos sociais, uma nova perspectiva sobre seu ciclo de vida e 23 ferramentas simples e úteis para a gestão de projetos de qualquer porte e complexidade.

A instituição certificadora é a APMG (a mesma que certifica o Prince2 e outras), e os concluintes do curso que alcancem 65% na prova se tornam certificados internacionalmente como gestores de projetos de desenvolvimento.

Leia o resto deste post »

A saga Big Luiza Teló

Resolvi sair um pouco do escopo de conteúdo de meu blog (ou não) para falar destes temas porque me preocupa um pouco a atenção que estamos dedicando ao besteirol nosso de cada dia.

Na verdade, acho mesmo é que estou um pouco confuso com toda essa mistura de meme da Luiza, a futilidade do BBB que se transformou em embate jurídico (nas nossas cabeças apenas), e o hit do Michel Teló, uma virose (com direito a febre, dores no corpo, e chá de limão com alho).

Dedicamos muito pouco (ou quase nada) ao próximo, às causas sociais, ao ano eleitoral, aos escândalos ministeriais, às vidas perdidas em acidentes de trânsito, aos desamparados no Brasil, aos desabrigados das enchentes no Sul e Sudeste, ao meme “Apadrinhe uma criança”.

Eu entendo.

Leia o resto deste post »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 576 other followers