Campanha pela Lei da Economia Solidária

Buscar uma nova forma de trabalhar e consumir, com solidariedade, sem patrão nem empregados, é um movimento crescente (mas não novo) desenvolvido pelas instituições e pessoas que acreditam na Economia Solidária.

É uma lógica reversa do capitalismo, mas sem a utopia ou romantismo de se mudar este sistema no curto prazo. Porém, no longo prazo, mostrar que é possível uma prática baseada na cooperação e na qualidade de vida para todos.

Para fortalecer esta proposta de desenvolvimento justo, sustentável, diverso e solidário, foi criada a Campanha pela Lei da Economia Solidária. O objetivo da Campanha é conseguir criar a primeira lei brasileira que reconheça o direito ao trabalho associado e apóie as iniciativas da economia solidária, dando espaço para as pessoas poderem se organizar em cooperação, com justiça e preservação ambiental.

No site do Cirandas você poderá encontrar mais informações da Campanha, e materiais tais como: formulário para coletar assinaturas, a proposta do texto da lei,  materiais gráficos (folder, cartaz, adesivo, logo e cartilha) e audiovisuais (vídeos e spot de rádio).

Acesse aqui o formulário e assine o abaixo assinado.
Este link acima leva ao formulário para coletar assinaturas (com orientações).

Participe desta luta!

A campanha é um grande mutirão por um Brasil justo e sustentável!

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Ética Comércio Solidário – Matéria na Revista do Trabalho (MTE)

A Revista do Trabalho, uma publicação trimestral, desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em sua edição Jul/Ago/Set de 2011, abordou as temáticas do Comércio Justo e Economia Solidária.

Gabriel Belmont - Gerente de Negócios da Ética

Esta edição contou com a participação da Ética – Comércio Solidário e do Art Gravatá com empresa e grupo associativo, respectivamente, além de citá-las como referências na modalidade de comércio.

Além disso, a matéria aborda um breve panorama do Sistema Nacional de Comercialização Solidária e ações executadas pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A matéria com participação da Ética inicia na página 24, mas toda a publicação traz conteúdos atualizados e interessantes. A plataforma de leitura online (FlashPageFlip) é de leitura agradável, rápida, e organizada.

Segue abaixo o link da matéria online:

http://www.mte.gov.br/revista/edicao11/digital/default.html

Para maiores informações entre em  contato  com  Gabriel Belmont –  Gerente de Negócios da  Ética (  gabriel_belmont@wvi.org ) , ou  acesse:

www.eticabrasil.com.br
www.mercadojusto.com.br

O Comércio Justo no Brasil

O processo de mobilização da sociedade civil brasileira para a promoção do comércio justo no país começou em 2001 quando importantes organizações de produtores e entidades de assessoria juntamente com representantes governamentais, passaram a articular-se formando o FACES do Brasil.

A motivação inicial se deu a partir da percepção que o conceito do movimento internacional de comércio justo apresentava possibilidades concretas de resposta a uma das principais demandas dos produtores rurais e urbanos brasileiros, quer dizer, a criação de canais alternativos de comercialização, em escala nacional e também internacional, que garantissem a sustentabilidade financeira e a melhoria na capacidade organizacional dos empreendimentos marginalizados pelo sistema convencional de produção, comercialização e consumo.

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Comércio Justo ou Comércio Menos Injusto?

O termo justiça (do latim iustitia) se refere à igualdade entre todos os cidadãos. É a busca pela preservação e garantia dos direitos, legalmente ou litigiosamente falando. Em outras palavras, é buscar igualdade nos direitos dos cidadãos, seja através da lei, seja através de uma convenção social, do hábito.

Para Aristóteles, justiça representa tanto legalidade quanto igualdade. A partir deste pensamento podemos tentar compreender o Comércio Justo como processos comerciais que ocorrem de acordo com a lei, mas buscando a igualdade entre todas as partes que estão envolvidas.

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O Comércio Justo não “ajuda” pequenos produtores e artesões

Na região sul da Índia, mais especificamente nos Estados de Tamil Nadu, Andhra Pradesh e Keral, os pedintes nas ruas vêem até você e dizem: “Dharmam”. A tradução desta expressão está longe de ser “uma esmola, por favor”.

Recepção em comunidade indiana, Kanchepuram, Tamil Nadu

Dharmam (Dharma em hindu e em sânscrito) significa justiça. Os pedintes, ou as pessoas necessitadas, clamam por justiça. Justiça na divisão das riquezas, no acesso a direitos básicos e fundamentais, nas oportunidades e no espaço para crescer.

Mas não é através desta justiça – a esmola – que será possível alterar as condições sociais e financeiras dos menos favorecidos no Sul da Índia. Não é esta justiça pontual que transformará sua vida. Da mesma forma, não é essa justiça, essa “ajuda”, que o Comércio Justo almeja alcançar, seja na Índia, no Brasil, ou em qualquer outro país.

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