Nasce a Teoria da Prática

A Educação qualquer que seja ela,
é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática.
Paulo Freire

Se, por um lado, a teoria do conhecimento posta em prática é base da educação, por outro lado, no setor de desenvolvimento social, teorias surgem a partir da prática, do conhecimento empírico que brota das necessidades das comunidades menos favorecidas, e permitem educadores e cientistas sistematizá-las e transformá-las em modelos e metodologias, permitindo que ambas, teoria e prática, alcancem e beneficiem outras comunidades.

Com esta lógica como sua base, surgiu em 2014 a Teoria da Prática, uma iniciativa que busca a aplicação prática de teorias do setor de desenvolvimento social e de outros setores em projetos sociais, adaptando-as, contextualizando-as, e busca o saber popular e o conhecimento prático do desenvolvimento comunitário para elaborar teorias e modelos de desenvolvimento.

A Teoria da Prática é uma organização que oferece serviços e  treinamentos em gestão de projetos para organizações do terceiro setor e para negócios sociais. Atuando como um agregador, catalizador e difusor de ferramentas, conhecimento, instrumentos, informações, objetiva potencializar a capacidade de organizações sociais e indivíduos na transformação de realidades, e na geração de impacto social positivo.

Todas as ferramentas, artigos técnicos, templates, e metodologias passarão a ser publicados na Teoria da Prática, apesar deste blog permanecer ativo.

Visite e se inscreva na Teoria da Prática, fruto do sonho e trabalho do autor deste blog.

O saber popular nasce da experiência sofrida,
dos mil jeitos de sobreviver com poucos recursos.
O saber acadêmico nasce do estudo, bebendo de muitas fontes.
Quando esses dois saberes se unirem, seremos invencíveis.
Leonardo Boff
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Vou-me embora pra Pasárgada

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei”

Aqui, os direitos trabalhistas estão sendo devorados… e sou apenas um trabalhador.
Pouco a pouco o sucumbe o seguro desemprego… primeira das garantias que se esvai.
Teremos surpresas com as regras da aposentadoria?
Se tivermos, só para os mortais – para o rei e sua corte, a aposentadoria é integral.
Claro… após apenas 8 anos de suado e duro trabalho (3 dias na semana, 8 meses no ano…).

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente”

Aqui… há inconsequência, mas a existência não é aventura.
Agora, agora mesmo, nas carreiras (na pressa, e nas carreiras de cadeiras da Câmara e do Senado)
Aprova-se a terceirização da mão de obra para atividade fim das empresas.
A alta burguesia quer seu assento ao sol. Por que manter os mesmos direitos que a diretoria usufrui para os simples mortais: planos de saúde, participação em lucros, benefícios, diárias, etc. ? Por que? Pra que?

“Vou-me embora pra Pasárgada
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo”

Porque aqui, só pau de arara…
Vão reduzir a maioridade penal… colocar crianças e adolescentes em cadeias…
Em máquinas de tortura e de educação criminal.
Porque o problema aqui não é impunidade, é a idade.
Porque o problema aqui não são os processo de reeducação, só os de punição.

“Vou-me embora pra Pasárgada
Andarei de bicicleta”

Porque aí não preciso pensar na gasolina, no petróleo…
Na Petrobrás

“Vou-me embora pra Pasárgada
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção”

Concepção: capacidade, ato ou efeito de compreender, de perceber alguma coisa.

Ah… isso sim, aqui tem. Impede-se a concepção. Mesmo assim, vou-me embora pra Pasárgada.

Projeto Sociais produzem impacto?

Não.

De forma direta: não.

Não mesmo!

Calma… antes de você desistir de continuar a leitura deste artigo, deixe-me complementar a resposta: projetos sociais contribuem para a produção de impacto – não o alcança(m) sozinho(s).

Programas e portfolio produzem impacto.

Esta compreensão é importante para que financiadores, executores e beneficiários de projetos sociais alinhem suas expectativas. De uma forma inconsciente, chama-se de projeto qualquer intervenção que se realiza na área social. Mas será que há diferença entre uma intervenção com duração de um ano, orçamento de R$ 170 mil, e 500 beneficiários… de outra intervenção com 50 mil beneficiários, em orçamento de USD 4 milhões e 5 anos de duração?

A metodologia PRINCE2 explica que a escala de um projeto depende de vários aspectos, que é relativa. Um projeto de £ 10 milhões pode ser simples para uma organização e desafiador para outra. O PRINCE2 define o projeto (escala) da seguinte forma: projeto simples, projeto normal, projeto desafiador, e programa. Eu, particularmente, jamais classificaria uma intervenção de £ 10 milhões como projeto, independente da organização executora.

O PMDPro, por sua vez, diferencia claramente projetos, programas e portfolio, destacando que em um projeto somente podemos alcançar um objetivo específico, contribuindo para o impacto de um programa, e do portfolio da organização. Esta também é a visão do PMBOK, com a diferença que este não aponta impacto como alcance de programas… este alcance transita entre programas e portfolio.

Segundo o PMBOK, o impacto não alcançado por projeto isolado e, muitas vezes, também não é produzido por um programa. Um exemplo de programa citado no PMBOK é a construção de um sistema de satélite de comunicação, com projetos de design do satélite e estações terrestres, projeto para construção de cada uma delas, integração do sistema, e lançamento do satélite. Sequer é citado o impacto em termos de lucro ou de benefícios para consumidores que este programa proporcionaria.

Projetos x Programas x Portfolio

Imaginemos que você deseja fazer com que a água de uma piscina transborde, mas você tem como ferramentas apenas pequenas pedras. Ao jogar uma pedra, você gera ondas na água, que podem com o tempo, repetição, mudança do ângulo e altura do lançamento, local onde cai na piscina… podem… fazer a água transbordar.

O projeto: jogar uma pedra na água, alcançando um objetivo específico – desestabilizar o nível da água. Para isso, você precisará fazer várias atividades: escolher a pedra, calcular o ângulo e altura e, jogar a pedra.

Quando a pedra tocar na água e gerar ondulações, você alcançou o objetivo do seu projeto. Você deverá avaliar este alcance, reformular teorias, instrumentos, intervenções (mudar a trajetória, altura, escolher pedra com outro formato ou tamanho). Então, um novo projeto poderá ter início, complementando o alcance do primeiro…

A partir de um conjunto de projetos (de pedras lançadas), que contribuíram para um mesmo impacto, seu programa terá alcançado uma transformação: redução do nível da água da piscina, através do transbordamento.

Algumas vezes, nem mesmo um programa conseguirá promover a transformação… apenas um conjunto de programas, ou talvez todos os programas e projetos – o portfolio de sua organização.

Então, não devemos executar projetos?

Claro que devemos. Não existe um programa sem projetos. Os exemplos anteriores já ilustram isto, e neste sentido PMDPro, PMBOK e PRINCE2 são convergentes:

Projeto: é um empreendimento temporário assumido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo (PMDPro), levando em conta três elementos principais que o limitam: escopo, recursos (orçamento), e tempo.

Programa: é um grupo de projetos relacionados que são gerenciados de modo coordenado para se obter os benefícios e o controle não disponíveis através do gerenciamento individual de um projeto (PMDPro), ou, é uma estrutura temporária e flexível criada para coordenar, direcionar e supervisionar a implementação de um conjunto de projetos e atividades para entregar produtos e benefícios relacionados aos objetivos estratégicos da organização.

Portfolio: é a coleção de projetos e programas da organização (PMDPro), ou, refere-se a projetos, programas, subportfolios e operações gerenciados como um grupo para atingir objetivos estratégicos – não necessariamente interdependentes ou diretamente relacionados entre si (PMBOK).

As duas figuras a seguir ilustram esta estrutura:

 

 

 

 

 

 

 


 

Mas, afinal, e o impacto será alcançado?

Sim! O impacto de programas sociais será alcançado a partir da coordenação integrada de vários projetos, subprogramas, atividades paralelas e de outras organizações. Devemos nos afastar desta expectativa que um único projeto irá mudar o mundo.

Devemos, ainda, compreender que impactos sociais estão relacionados a mudanças culturais, comportamentais, e transformações profundas de nossa sociedade. E isto requer tempo, investimento, e envolvimento por parte de todos: financiadores, executores e, principalmente, beneficiários.

 

Imagina na Copa

(texto também publicado no Promenino)

Este bordão tem sido falado desde que o Brasil foi eleito para sediar a Copa do Mundo 2014. O bordão girou em torno dos problemas de locomoção, violência, infraestrutura aeroportuária, lixo nas ruas (não apenas pela estética, mas pelas suas consequências, como alagamento de ruas e avenidas), entre outros.

Nos últimos meses, com a proximidade do evento, um turbilhão de demandas, solicitações, reclamações e manifestações têm vindo à tona, ligados a problemas muito mais amplos e complexos de nosso Brasil.

Independente da fonte ou precisão dos valores apresentados pleiteia-se que os bilhões investidos em aeroportos, ruas e avenidas, e estádios, poderiam ter sido aplicados na saúde, educação e segurança do nosso país.

O evento trouxe à tona que não nos faltam recursos, mas que são mal administrados e direcionados. Longe de mim me posicionar contrário a estas reivindicações, e acredito que o evento pode sim ser uma boa oportunidade de unir a sociedade e tornar visível esta conclusão a que chegamos… ou que se prova em números.

Porém, me preocupam ainda mais os problemas que serão catalisados pelo evento em si: mais especificamente a vulnerabilidade de nossas crianças e adolescentes ao trabalho infantil. A Copa irá ampliar o espaço para exploração de crianças em trabalhos mais corriqueiros e que nos passam despercebidos, como guardadores de carros, vendedores de ruas, até as formas mais cruéis de trabalho: a exploração sexual.

A Copa vai acontecer com ou sem boicotes e passeatas. E, ao que me parece, estaremos desperdiçando toda nossa energia em desejar que ela nunca tivesse acontecido.  Mais que isso, talvez percamos o foco e venhamos a pleitear por mudanças que não acontecerão durante ou por causa da Copa.

Às vésperas do jogo de abertura, nosso foco deveria ser como proteger nossas crianças, adolescentes e nossa sociedade durante os 32 dias do evento, e as semanas que se seguirem, onde o turismo ainda estará fervilhando.

Com relação aos gritos de mais hospitais, mais segurança, mais educação, que não percamos o fôlego quando as próximas eleições (que estão próximas) chegarem.

Devemos focar no evento e nos riscos que representa e amplifica para nossa sociedade, para nossas crianças, durante sua execução. Se nossas crianças já estão expostas à exploração e violência “hoje”, imagina na Copa!

Acreditamos realmente que o setor das organizações sem fins lucrativos tem algum papel na mudança do mundo?

Para responder esta pergunta, precisamos não apenas reinventar a forma como nos enxergamos enquanto atores sociais, mas também como a sociedade vê o papel e forma de atuação das organizações sem fins lucrativos.

O TED que apresento nesta publicação foi indicação de Tammy Wieloch, profissional com quem tive o prazer de trabalhar e, mais que isso, de me tornar amigo. Poucas semanas depois, Jonathan Macedo, participante de um treinamento recente que realizamos Tefé, Amazonas, me indicou o mesmo TED. Não foi coincidência – este é, de longe, um dos melhores discursos no TED sobre o setor de desenvolvimento social.

Como você pode ganhar dinheiro com caridade, se a caridade é sua penitência por ganhar dinheiro? Esta pergunta norteia a razão pela qual uma ONG é mal vista pela opinião pública se é lucrativa, ou mesmo por nós nos sentirmos culpados…

Já no início de sua apresentação, Dan Pallotta nos conquista com sua inovação social pessoal (ser gay e pai de trigêmeos). Mas, considerando momento que enfrento pessoalmente de transição e mudanças profissionalmente…o que me cativou a ouvir seu discurso atentamente foi a frase (bomba) que ele solta para introduzir o assunto:

“As coisas que nos ensinaram a pensar sobre doações e caridade, e sobre as organizações sem fins lucrativos estão, na verdade, minando as causas que amamos e nosso profundo anseio de mudar o mundo.”

Ele divide sua análise em 5 pontos principais:

  1. Compensação
    Se você quer fazer 50 milhões de dólares vendendo jogos de video games violentos para crianças, vá em frente. Nós te colocaremos na capa da Revista Wired. Mas se você quer ganhar meio milhão de dólares tentando curar crianças com malária, você é considerado um parasita.
  2. Propaganda e Marketing
    É proibido investir em marketing no terceiro setor.
  3. Correr risco para implementar novas idéias
    Disney pode investir 100 milhões de dólares em um filme que fracassa, mas uma ONG não pode captar 1 milhão e não ter retorno, pois os órgãos de controladoria fiscal baterão à sua porta.
  4. Tempo
    Paciência apenas existe para objetivos de longo prazo relacionadas a lucro.
  5. Lucro para atrair capital de risco
    Empresas podem dar lucro às pessoas para atrair seu capital para novas idéias mas você não pode ter lucros numa organização sem fins lucrativos.

Deixarei que os leitores tirem sua própria conclusão após assistir ao seu discurso. Espero que, assim como eu, concordem com a conclusão de Dan Pallotta, que nossa geração não quer ler um epitáfio “Nós mantivemos o custo administrativo da caridade baixo”, e sim que mudamos o mundo.

Leis de incentivo ao esporte: dominando o jogo do mercado

Por Márcio Pires

Não há dúvida de que as leis de incentivo são hoje um dos principais mecanismos de viabilização de projetos criados pelas entidades do terceiro setor, principalmente nas áreas de cultura e esporte, tema que alcançou um destaque inédito no Brasil com a realização da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos e outros eventos recentes.

Em linhas gerais, a Lei Federal de Incentivo ao Esporte e as leis estaduais e municipais sancionadas em diversos pontos do Brasil nos últimos anos permitem que entidades elaborem e enviem projetos para análise do poder público. Caso o projeto seja aprovado, a entidade pode captar patrocínios de pessoas jurídicas e também de pessoas físicas, como no caso da Lei Federal. Mais tarde, o patrocinador poderá descontar o valor patrocinado do imposto devido (Imposto de Renda, na Lei Federal, ICMS, nas leis estaduais e ISS ou IPTU, nas leis municipais). Enquanto isso, com o patrocínio captado, o projeto é executado pela entidade, que depois fará a prestação de contas junto ao poder público.

Este, resumindo, deveria ser o caminho natural: a entidade elabora um projeto em função de uma necessidade detectada na sociedade e não atendida pelo poder público, capta patrocínios e executa as ações destinadas a atender à necessidade detectada. No entanto, contatos com entidades e patrocinadores mostram uma inversão de papeis.

Com frequência cada vez maior, empresas contatam empresas de produção cultural, esportiva e de captação de recursos para que estas informem onde há projetos sociais sendo desenvolvidos e que estejam aptos a receber incentivos fiscais. O interesse das empresas não varia muito, focando nas cidades onde possuam fábricas, centros de distribuição ou outras atividades de interesse corporativo, e também – enfaticamente – na visibilidade do projeto.

Esse formato chama a atenção por alguns pontos. Em primeiro lugar, salta aos olhos a falta de conexão entre patrocinadores e as comunidades onde a empresa atua. Os projetos sociais existentes em cada cidade não são conhecidos pelos gestores da empresa nas suas respectivas sedes e sim por produtores do mercado, que podem possuir um olhar mais direcionado para as possibilidades de visibilidade de marca do que para o impacto social efetivo.

Outra questão é a dificuldade da sustentabilidade deste modelo no longo prazo. As oscilações naturais de mercado fazem com que uma empresa possa ter recursos disponíveis para o patrocínio de um projeto em um ano e não ter no ano seguinte. Desta forma, projetos de continuidade, em que os beneficiários deveriam ser atendidos por alguns anos seguidos, algo comum em treinamentos esportivos, ficam obviamente comprometidos.

Este panorama resulta na diminuição da consciência de uma responsabilidade empresarial planejada. Em vez disso, é reforçada a combinação da viabilidade tributária com a conveniência de marketing, o que cria um raciocínio perigoso também para as entidades que, embora devam naturalmente elaborar projetos cada vez mais mais interessantes para patrocinadores, precisam se preocupar em não subverter suas prioridades e priorizar sempre seus objetivos técnicos e sociais em vez dos objetivos de mercado do patrocinador.

É claro que há empresas comprometidas com causas sociais específicas e com o trabalho de entidades específicas, mas há também quantidade grande de corporações que acabam enxergando nas leis uma possibilidade de curto prazo para a ativação de sua marca, sem que haja uma verdadeira identificação com uma visão de responsabilidade social empresarial.

Não se trata aqui de criticar gratuitamente as leis de incentivo, que nos últimos anos se transformaram em uma das principais fontes de captação de recursos do terceiro setor. Aqui, o objetivo principal é refletir sobre aspectos que podem ser melhorados nas leis, pensar sobre o aprimoramento das políticas públicas tanto para a área de esportes em geral como para o terceiro setor e ainda conversar sobre como as próprias entidades destas áreas podem desenvolver outras formas de captação de recursos.

Neste contexto, a aproximação das organizações com entidades como a ABCR pode ser estratégica para a troca de experiências, a reflexão do setor em conjunto e a elaboração de demandas institucionais que possam ser levadas para discussão junto ao poder público. A ABCR está criando um grupo de discussão no Googlegroups onde os associados poderão conversar sobre estas e outras questões. Para participar, basta escrever para abcr@captacao.org.

Márcio Pires é Gerente de Projetos na Estúdio Plot

Leia o artigo originalmente publicado na ABCR em:
http://captacao.org/recursos/artigos/1093-leis-de-incentivo-ao-esporte-dominando-o-jogo-do-mercado

A solapa nas redes sociais

Por José Geraldo da Silva, Tenente Coronel R1

A solapa que hoje grassa nas redes sociais, atingindo personagens públicas, atos administrativos e fatos sócio-políticos, é uma prática que muito se assemelha ao que ocorria “boca a boca” em todos os lugares, na década de 70 (antes da popularização da Internet), quando se espalhava nacionalmente uma onda de pessimismo orquestrada.

É evidente que a solapa, seja ela baseada em verdades, meias verdades ou mentiras, tem o propósito de desgastar e enfraquecer o seu alvo, através da formação de opinião. Essa empreitada nem sempre alcança sucesso, notadamente quando circula num meio restrito de grupos corporativos que, de algum modo, já comungam da mesma opinião. A mensagem que não tem uma característica viral que se difunda a outros segmentos torna-se inócua.

Observamos que os autores, desta feita, sequer expressam opiniões ou produzem materiais próprios, limitando-se a repassar aquilo que outros colocaram nas redes, sem uma análise acurada sobre as possibilidades de produzir o efeito desejado sobre determinado público alvo. No íntimo, se satisfazem com um prazer mórbido negativista, a ocultar a sua incapacidade de agir positivamente na direção de um objetivo maior, dentro do contexto em que cabem iniciativas producentes.

É com certo ceticismo que recebo mensagens desse tipo, repassadas por alguns companheiros que desperdiçam esforço e tempo. NÃO REPASSO, porque acredito que uma boa causa não conquista adeptos com esse instrumento; seria como entrar na guerra com cartuchos de festim ou tentar apagar fogo com extintor errado.

Contrapropaganda não se faz com improvisos aleatórios. Esperar que  solapas e lamentos sejam capazes de despertar salvadores quixotescos, é pura ingenuidade. Além disto, não vejo entre os apregoadores do caos, homens dispostos a sair das suas confortáveis trincheiras.

T C  Geraldo – Sócio n° 0376 – ASMIR/PB