Olha pro céu meu amor… veja o meteoro caindo…

MeteoritoNa verdade… asteroide caindo.

Há poucos minutos, “passeando” pelo FaceBook, me assutei com a notícia do meteorito que caiu na Rússia. Inicialmente pensei ser algum tipo de montagem ou brincadeira. Pesquisei nos sites G1 e R7… e a notícia é real.

Veja o vídeo do meteoro no site do G1:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/meteorito-deixa-quase-mil-feridos-e-causa-panico-na-russia.html

Mas o susto mesmo, veio com a matéria vinculada. Um asteroide chamado 2012DA14 acabou (há 10 minutos – 17h25 – horário de Brasília) de passar pela Terra, a uma distância de 27 mil km.

Bem… em termos de universo… esta distância é “logo ali”. E… pasmem, não houve nenhuma divulgação com destaque.

O terceiro susto, veio depois… fui pesquisar alguns links da NASA. Há um observatório em tempo real muito legal (http://eyes.nasa.gov) onde dá para ver o 2012DA14 já se distanciando da Terra.

Abaixo a imagem que “printei” da minha tela com o aplicativo da NASA – a “pedrinha” no centro é o 2012DA14.

Mas o terceiro susto veio em poder ver a quantidade de satélites em órbita ao redor da Terra. O aplicativo em Java permite selecionar qualquer objeto, ver a distância de outro objeto, trajetória, etc.

É muito lixo (ou não) voando sobre nossas cabeças.

Já que o carnaval acabou… vamos entrar em clima de São João:

Olha pro céu, meu amor. Veja como ele está lindo…

2012DA14

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Vai mundo, chega já!

Por Juliana Paz

Raquel é amiga de Marcelo. Ela tem 6 anos, ele 3. Num passeio em um antigo campo de futebol do Centro Social Urbano, em Moreno, onde hoje tem uma ´invasão´, eles se encontraram e, desde então, mantém uma amizade.’Amigos de Infância’ diriam uns. ‘Amigos do acaso’ diriam outros. Amigos por que decidimos atender Marcelo nos seus pedidos de brincar com Raquel.

fotoTodas as implicâncias comuns a um típico garoto de classe média urbano são postas de lado por Marcelo quando ele esta na casa de Raquel. Anda descalços no mato, se molha e não pede para trocar de roupa, se meleca e não se limpa, sem frescura para nenhum biscoito oferecido. Graças à Raquel e à invasão no CSU.

Raquel tem uma amiga, também de 3 anos, sua vizinha Nicole. Uma negra linda e bastante geniosa. Segura firme na caneta e escreve. Curvas que só os adultos não compreendem. Mas as curvas eram lindas e eu não cansava de elogiar.

A mãe de Raquel percebeu meu encantamento e conversava animadamente comigo sobre o quanto as crianças eram espertas e danadas. E aí me fez uma pergunta que não esperava resposta:

– Como se tem coragem de judiar de uma criança?

Eu só balancei a cabeça, como quem compreende a pergunta, mas não compreende a resposta.

As crianças continuavam correndo entre arames farpados, muros e córregos. Uma diversão que não se encontra fácil. Aí a mãe de Raquel me relata o caso da semana.

– Nicole estuda no João de Deus!

Automaticamente me transportei para lá. É uma escola privada, era segunda maior do município, não sei sua posição hoje. Ela continuou:

– A mãe de Nicole foi pegar ela na quarta -feira passada. Nicole estava brincando junto com outras crianças. Depois ela se afastou das crianças e ficou brincando sozinha.

Eu fiquei pensando no encantamento da mãe olhando aquela cena. A mãe de Raquel continuou.

– Aí chega outra mãe e fica do lado da mãe de Nicole. E essa mãe olhou para as crianças e também admirava a brincadeira. Tanto que falou: ‘olha quantas crianças brincando!’ e depois olhou para Nicole e falou ‘Olha que urubuzinho’!

Minha sobrancelha enrijeceu. Automaticamente falei:

– Eu batia nela!

A mãe de Raquel concordou e disse:

– Num foi isso mesmo! Tiveram que chamar o segurança da escola para apartar!

Ainda chocada, balancei a cabeça como quem concorda e sabe a resposta certa.

As crianças continuavam brincando, leves como a vida deveria ser. E aí a mãe de Raquel fez mais uma pergunta que me colocou do tamanho que sou.

– Como pode? Nessa idade e já estão judiando dela!

Minha reação foi a óbvia. Espanto de concordância. Mas esta ultima frase ficou martelando… “Nessa idade e já estão judiando dela!”

É preciso deixar claro que não havia distancia econômica ou social entre as mães na escola. Tanto que as crianças estudavam na mesma escola. Mas já estavam judiando dela. Já.

Esse é um advérbio engraçado. Denota pressa, “logo logo chego. Já já chego.” Já estão judiando dela. O preconceito teve pressa. Chegou aos 3 anos, dentro dos muros da escola. Mas o pior não foi a pressa do preconceito, mas a constatação de que ele, um dia, chegaria. E só tornou-se problema por que chegou logo. Já estão judiando Nicole.

Marcelo, Raquel e Nicole. Todos comeram biscoitos juntos, com os pés sujos de barro. Talvez esta seja a última esperança que reste no mundo. Já já ele chega.

Filhos de militares

Este post não é uma apologia pró ou contra as Forças Armadas. Não é uma crítica. Resolvi postar este texto porque, como filho de militar, pai ex-militar, e meu filho hoje também militar, achei que seu conteúdo traz uma forma diferente de enxergar a educação e oportunidades que filhos de militares têm ao longo da vida.

Comigo foi assim.

Mais que isso, é um exemplo de como podemos ver a mesma história por dois ângulos diferentes e absolutamente opostos. Mas… a escolha de como enfrentamos obstáculos é nossa: como dificuldade ou como oportunidade…

Todo mundo sabe que os filhos de militares têm uma capacidade quase camaleônica de se misturar ao novo meio, somos geneticamente mimados para gostar de tudo a nosso volta, seja frio, calor, elegância, pobreza, água, seca ou qualquer outra condição física, psicológica, geográfica, climática, financeira, etc…

Para quem está de fora, criticar tudo isso é muito bom, ‘’Os pobres coitados dos filhos de militares não tem amigos e nem laços afetivos com lugar nenhum! ‘’ Os fofoqueiros que me desculpem, mas meus laços afetivos são com o Brasil e meus amigos estão espalhados pelo mundo.

Quantas pessoas podem dizer que tem vivência nacional? Aprender sobre a Amazônia no meio da selva, ouvir os dois lados da história e escolher em qual acreditar, ter orgulho de ver seu pai tentar resolver os problemas de outros países. Quantas pessoas podem dizer que seu herói está dentro de casa? E não adianta um civil tentar se comparar com os nossos capitães, sargentos, coronéis, tenentes… Eles nunca vão entender que você se muda sim, mas que dentro da sua casa, onde realmente importa, nada muda.

Os filhos de militares aprendem a amar a distância, a entender o lado bom de tudo, a montar e desmontar uma casa em dois dias, a acolher até quem morou a vida toda na mesma casa, a conservar bons amigos com o carinho, mesmo sem a presença.

A cidade que você mora pode não ser a melhor de todas, pode até ser a pior, mas dentro de casa, lá sim, está o melhor lugar do mundo e os filhos de militares sabem fazer o melhor lugar do mundo em qualquer lugar, não importa aonde você chegue, dentro da casa de um militar sempre haverá um refúgio de carinho e amizade criado pelos nossos laços com o Brasil e pelos nossos amigos espalhados pelo mundo.

Os militares sabem que suas escolhas afetam a vida de suas famílias e sofrem ao ver seus filhos deixando os amigos, namorados e suas casas para trás, mas compensam suas famílias com uma chuva de amor e cultura. Se engana quem acredita que somos ‘’pobres filhos de militares’’, somos orgulhosos, gratos, felizes, ricos, privilegiados e acima de tudo amados filhos de militares, as casas podem mudar, mas nossos lares são construídos em torno de uma família não de um lugar.

O estilo de vida que meu pai me proporcionou fez de mim quem eu sou hoje, uma aspirante a jornalista com uma bagagem cultural gigante, que pode encher a boca e dizer que viveu e não leu toda essa cultura.

Obrigada pai por escolher ser militar”.

Escrito na faculdade quando um professor
pediu para a turma escrever sobre cada um.

Autora: Bárbara Miranda.
Fonte: Clube Militar.

Morro de saudades dos meus soldadinhos de “chumbo”, das experiências vividas ao longo da minha jornada pelos cantos do país, com meu pai militar, e minha superdedicada mãe.
(Edson Marinho)

A saga Big Luiza Teló

Resolvi sair um pouco do escopo de conteúdo de meu blog (ou não) para falar destes temas porque me preocupa um pouco a atenção que estamos dedicando ao besteirol nosso de cada dia.

Na verdade, acho mesmo é que estou um pouco confuso com toda essa mistura de meme da Luiza, a futilidade do BBB que se transformou em embate jurídico (nas nossas cabeças apenas), e o hit do Michel Teló, uma virose (com direito a febre, dores no corpo, e chá de limão com alho).

Dedicamos muito pouco (ou quase nada) ao próximo, às causas sociais, ao ano eleitoral, aos escândalos ministeriais, às vidas perdidas em acidentes de trânsito, aos desamparados no Brasil, aos desabrigados das enchentes no Sul e Sudeste, ao meme “Apadrinhe uma criança”.

Eu entendo.

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