O 3º Setor e suas características – uma carreira para o profissional de Relações Internacionais

Há alguns dias fui procurado por uma prima, que me perguntou o que um Internacionalista faz no 3º setor… e me dei conta que não são muitas as fontes que explicam nossa profissão, nem a relação com o setor de desenvolvimento social.

O profissional de Relações Internacionais, ou Internacionalista, pode trilhar vários caminhos em sua carreira:

  • No setor público, seja como diplomata ou mesmo na política, o que lhe trará grande vantagem pelo conhecimento e experiência internacional.
  • No setor privado, mais especificamente no Comércio Exterior, nos vários desdobramentos que vão desde a negociação internacional, passando pela logística, até o despacho aduaneiro.
  • No terceiro setor, este, que irei abordar com mais detalhes neste post.

No terceiro setor, sociedade civil organizada, ou setor de desenvolvimento social, o profissional de relações internacionais pode desempenhar diversos papéis, tais como:

  • Gestor de projetos sociais.
  • Diretor de uma ONG internacional.
  • Oficial de ligação de uma ONG para um determinado país ou região.
  • Captador de recursos, ou fundraising officer, manager, ou diretor.
  • Cargos de organismos internacionais.

Fato é que, devido à multidisciplinaridade do curso de Relações Internacionais, o Internacionalista possui as competências necessárias para exercer estas diversas funções com maior adaptabilidade ou flexibilidade.

O conhecimento de organismos internacionais, países, política e macroeconomia internacional são fundamentais para trabalhar neste setor. Afinal, o Internacionalista é um generalista por natureza (gosto de pensar que é um multi especialista).

Convém lembrar que grande parte dos doadores e instituições financiadoras de projetos sociais são internacionais (mesmo aqueles com sede no Brasil). Por outro lado, mesmo as organizações sociais consideradas “locais” são afetadas por movimentos e mudanças globais (depois do processo conhecido como Globalização, não existe nada mais que se reconheça puramente “local”).

Mas… e o 3º Setor? A seguir, algumas perguntas e respostas…

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The global power shift

Já houve um tempo onde poderíamos nos sentir seguros porque nossa tribo era mais forte que a outra tribo, nosso país era mais forte que o país inimigo. Interconexão. Em um mundo onde estamos intimamente interligados, essa não é mais uma realidade.

O que acontece em um país do outro lado do planeta reflete no nosso país. E por refletir, não devemos entender como efeitos macroeconômicos ou efeitos de longo prazo. São impactos que alteram o dia do cidadão comum, das ruas por onde passamos, da saúde, segurança, capacidade de suprir e proteger nossa família.

Alguém tem uma gripe no México e o aeroporto de Guarulhos é fechado. Protestos políticos em Ancara (Turquia) inspiram protestos socioeconômicos em Recife.

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