Computadores fazem arte…

Na letra do saudoso Chico Science, já faz algum tempo que eu pego carona…

Em 1991, no Brasil, uma linha telefônica custava cerca de mil dólares, e sua instalação poderia demorar entre três e seis meses. No mercado negro, o preço poderia chegar a dez mil dólares. Naquele tempo, uma linha telefônica era um patrimônio.

Para acessar a “rede” era preciso conectar a uma BBS e, com muito esforço, sem ajuda do Google ou qualquer mecanismos de busca, esbarrar com um usuário com quem fosse possível trocar arquivos interessantes (não me refiro aos arquivos sexualmente interessantes, porque naquela época qualquer imagem ou vídeo deixaria o criador do RedTube de cabelo em pé – só o cabelo).

Meu primeiro computador foi um CP500 Turbo, um microcomputador profissional com clock de 4MHz, com monitor de fósforo verde de 12” incorporado ao gabinete, alto-falante interno, duas unidades de disquete de 8 polegadas (uma máquina!). O sistema operacional era o SO-08, clone do CP/M. Ainda hoje, décadas depois, vejo os pontos verdes quando fecho olhos para dormir…

Com a chegada do PC XT (IBM Personal Computer XT) subimos o primeiro degrau para algo que podemos chamar de informática: disco flexível de 360 kB 5 1/4″, unidade de disco rígido de 10 MB (uau!) e o famosíssimo DOS – Disk Operating System. Algo que ficou: o nosso teclado hoje é quase o mesmo do PC XT. Mas naquela época mouse… era o Mickey…

Em seguida veio o AT 286… 386… 386SX… 486… (todos estes números referentes à CPU 80386…) e, BUM! Abriram as portas para o mercado externo, cai a lei de proteção à tecnologia nacional, e saltamos do segundo degrau para o décimo.

Vocês já sabem o que vem depois: PC (Personal Computers, de verdade), Laptop, Netbook, MacAir (pelo preço, deveria vir acompanhado de um Mc Lanche Feliz), Tablet, IPhone, IPed, IPod (mas aqui NãoPod).

Ninguém poderia imaginar que duas décadas depois das chamadas ao 145 (quem tem mais de 30 sabe do que estou falando) teríamos mais de um celular por habitante, acesso à Internet em banda larga, 3G, mobile, videochamadas no computador, no celular, Skype (saudades do ICQ e do mIRC), Blog, Videoblog, Facebook, Twitter, LinkedIn, TED, YouTube, Pinterest, Instagram, Flickr, Google Drive, DropBox, One Drive, WhatsApp, Google Hangouts, perfis sociais e profissionais, dinâmicos e aerodinâmicos.

Sigamos adiante… juntos. Abaixo estão os meus perfis, enquanto sobreviverem.

     

 

 

 

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2 Respostas to “Computadores fazem arte…”

  1. Jose Geraldo DA Silva Says:

    Que beleza! quisera ter guardado aquele velho CP-500 para o nosso museu familiar. Hoje eu estaria lembrando como eu babava em te ver fazendo aqueles programinhas de jogos no “Sistema Basic”. Geraldo

  2. Danielle Marques da Silva Says:

    Boa tarde Edson tudo bem? Acabei de tirar meu certificado na última turma on line que teve….Então gostaria de ver se você e os outros membros da INK podem me ajudar, estou terminando meu MBA em Gestão de Projetos e gostaria de estar abordando o Tema: Gestão de Projetos de Desenvolvimento x Acessibilidade para ONG´s de pequeno porte..(seja por mérito administrativo, ou falta de conhecimento mesmo) será que possuem algum material ou fonte para me repassar? Att

    Danielle Marques

    Date: Tue, 1 Jul 2014 10:13:15 +0000 To: danitur_2@hotmail.com


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