Pourquoi parler français à Montréal?

Par Eve Kirouac-Turmel
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(versão em português abaixo)

Le Canada est officiellement un pays bilingue. Toutefois, ce sont à peine 7 millions de francophones qui tentent de faire perdurer leur dialecte.

La majorité de ces locuteurs se trouvent au Québec. Par contre, lorsqu’on pense à Montréal, la plus grande métropole de cette province, on ne l’associe pas immédiatement à la francophonie. Montréal est une ville cosmopolite où de nombreux citoyens se débrouillent sans français – et même parfois sans anglais. Le mandarin, l’espagnol et l’arabe sont les langues de communication – et de travail – de plusieurs Montréalais.

Pourquoi, donc, apprendre le français lorsqu’on veut vivre à Montréal? La réponse à cette question se trouve au point de vue culturel et au point de vue économique.

Dans de très nombreux domaines, la recherche d’emploi se fait en français. En effet, le bilinguisme à Montréal (français-anglais, ou français-langue maternelle) est valorisé presqu’au-dessus de tout si vous cherchez à travailler avec le public. Même les emplois plus solitaires demandent une collaboration avec une équipe, qui sera majoritairement constituée de francophones.

Pour moi, cet argument économique est dépassé par l’aspect culturel du français.

Je suis enseignante de français langue seconde depuis presque quatre ans, et mon bonheur ne se trouve que très peu dans la recherche d’emploi de mes élèves. Ma satisfaction vient en grande partie du partage culturel que ma profession me permet de faire.

Le français au Canada, c’est un phénomène rare, un petit miracle linguistique qui a survécu dans une colonie britannique. C’est une passion, une fierté, une grande partie de mon identité et de celle de plusieurs autres Québécois. Nous sommes un si petit peuple, qui résonne autour du monde grâce à sa culture riche et à sa détermination. Apprendre le français, c’est découvrir le peuple québécois, son origine et ses motivations, c’est faire partie de la société, partager un sens de communauté.

Mais apprendre le français québécois, c’est apprendre à mal parler? Absolument pas. Le français oral, où qu’il soit dans le monde, présente plusieurs différences avec le français écrit. Le français québécois, avec son accent nasal et ses « diphtongues » agaçants, est beaucoup plus proche du français d’il y a 500 ans. Il a moins évolué que son équivalent en France à cause du petit nombre de locuteurs. Apprendre le français québécois, c’est explorer l’histoire de cette langue, de cette province, de son peuple.

Alors, pourquoi parler français à Montréal? Pour travailler, oui, mais aussi pour se sentir chez soi.


Por que falar francês em Montréal?

Por Eve Kirouac-Turmel
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O Canadá é, oficialmente, um país bilingue. No entanto, são apenas 7 milhões de francófonos que estão tentando fazer que esse dialeto perdurasse.

A maioria desses falantes estão no Québec… mas a gente não associa o francês a Montréal, a maior cidade da província. Montréal é uma cidade cosmopolita onde muitos cidadãos conseguem viver sem francês – e as vezes sem inglês. Mandarim, espanhol e árabe são as línguas de comunicação – e de trabalho – de muitos « Montréalais ».

Então, porque aprender o francês quando queremos viver em Montreal? A resposta é tão cultural como econômica.

Em muitas áreas, a pesquisa de emprego se faz em francês. Na verdade, o bilinguismo (francês-inglês ou francês-lingua materna) é quase o mais importante para trabalhar com o público. Até mesmo os empregos mais solitários exigem trabalho de equipe, e essa equipe é constituída por muitos francófonos.

Para mim, esse argumento econômico não é tão bom como o argumento cultural.
Sou professora de francês (como segundo idioma) há quase quatro anos. A minha felicidade não se encontra, ou praticamente não, nas procuras de emprego dos meus alunos. A minha satisfação vem do compartilhamento cultural que eu faço todos os dias, graças à minha profissão.

O francês no Canadá é um fenômeno raro, um milagre linguístico que sobreviveu numa colônia britânica. É uma paixão, um orgulho, uma grande parte da minha identidade e da identidade de muitos outros “Québécois”. Somo um povo tão pequeno, que têm influência no mundo inteiro graças à sua cultura rica e à sua determinação. Aprender o francês é aprender a conhecer o povo “québécois”, a origem e as motivações dele, é fazer parte da sociedade, é compartilhar o sentido de comunidade.

Mas aprender o francês “québécois”… é aprender a falar mal? De modo nenhum. O francês oral, em qualquer lugar do mundo, é diferente do francês escrito. O francês “québécois”, com o seu sotaque nasal e os seus “ditongos” difíceis, é muito mais perto do francês dos anos 1500. Mudou menos do que o equivalente da França. Aprender o francês “québécois” é explorar a história deste idioma, desta província, deste povo.

Por isso se tem que aprender o francês em Montréal: para trabalhar, sim, mas também para se sentir em casa.


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2 comentários em “Pourquoi parler français à Montréal?

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