Nunca há apenas uma única história

“Poder é a habilidade de não só contar a história de outra pessoa, mas de fazê-la a história definitiva daquela pessoa”.

Era uma vez um país, chamado Brasil, onde habitavam tribos selvagens, desorganizadas, agressivas e sem uma perspectiva de desenvolvimento… até que Portugueses e Espanhóis chegaram para trazer o moderno, o desenvolvimento, roupas, máquinas, organização e paz…

Era uma vez uma comunidade onde ninguém queria trabalhar, todos tristes, preguiçosos e incapazes de construir algo que os levasse ao desenvolvimento, que os permitisse sair da miséria. O Governo lhe concedeu recursos através de um programa chamado bolsa-família, e os membros desta comunidade, no lugar de desenvolver-se, continuaram acomodados, explorando os cofres públicos, mais preguiçosos e ainda sem uma perspectiva de desenvolvimento…

Era uma vez…

Uma única história… que estamos acostumados a absorver da mídia, da leitura incompleta de uma realidade… e assim, vivemos nossas vida “nkali”… sentindo-nos “melhores” que os outros.

O vídeo a seguir nos ensina a não insistir em uma “única história”, ou nas histórias negativas, superficializando nossa experiência.

Anúncios

Ontem… Hoje…

A sequência de fotos a seguir, fala por si só.

“Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para. Não para, não, não para” (Cazuza)

Ou será que parou para nossas crianças…?
‪#‎semtrabalhoinfantil

E, como última imagem, uma campanha que, me parece, não surtiu efeito…

Title: Exhibit panel
Creator(s): Hine, Lewis Wickes, 1874-1940, photographer
Date Created/Published: 1914

PMDPro nas Américas e no Mundo

Encontro Gepal - Guatemala, Dezembro de 2012No início desta semana foi realizado um encontro de facilitadores PMDPro na Guatemala, para avaliação de resultados do Projeto GEPAL, que criou o PMDPro e chega agora ao final de seu segundo ano.

No primeiro ano, cerca de 1.000 pessoas foram certificadas. No segundo ano, este número cresceu exponencialmente – hoje somos 4.011 pessoas certificadas no PMDPro1. Entre 2.500 e 3.000 destes certificados estão na África. No Brasil, somos mais de 300.

A maior nota de todos os certificados é do Brasil: Bárbara Basso, que atingiu 99% de acertos. O Panamá possui a média de notas mais alta (84%), enquanto que o Brasil está à frente nas Américas como país com mais pessoas certificadas.

O PMDPro1 já está disponível em português, espanhol, inglês, francês, e traduções para o chinês, russo e árabe estão em curso. Paralelamente, o PMDPro2 que já está disponível em inglês, está sendo traduzido para o português e espanhol. Provavelmente os níveis 1 e 2 irão compor um único guia – mantendo-se, entretanto, as certificações em níveis diferentes: 1 – mais objetivo e mais teórico, 2 – mais situacional com perguntas que envolvem interpretação de cases.

Com relação à validade do certificado, antes divulgado como sendo de 1 ano, agora está sendo estudada para que o período seja maior, podendo os já certificados obter “créditos” a partir de cursos e de evidências do uso da metodologia para ter seu certificado automaticamente renovado. Enquanto não for criada uma política clara de validade dos certificados, os atuais continuarão valendo.

Nosso desafio no futuro é multiplicar a metodologia… de 4.000 para 40.000 pessoas. Estão sendo criados mecanismos de estudo assíncronos (sistema de auto aprendizado, que permita ao candidato estudar sem necessariamente assistir às aulas com dias e horas definidos).

Esperamos iniciar em 2013 o treinamento e certificação PMDPro2, além de dar continuidade ao PMDPro1. Muito há por crescermos, mas ainda mais importante que a quantidade de certificados, precisamos evidenciar a divulgação da cultura de gestão de projetos e a utilização de fato das ferramentas PMDPro1.

Pedimos aos PMDPros que nos enviem casos de sucesso do uso da metodologia, preferencialmente com evidências (com a ferramenta que foi utilizada) e com vídeos de depoimentos. Em janeiro, sortearemos brindes entre todos(as) que enviarem casos comprovados de uso das ferramentas PMDPro1.

Para participar, publique como resposta a este post o seu depoimento (para vídeos, publique no YouTube e envie o link).

Para maiores informações sobre como participar de um treinamento e se certificar, entre em contato através da área de contato do blog.

Adelante no desenvolvimento da gestão de projetos no setor de desenvolvimento!

Vai mundo, chega já!

Por Juliana Paz

Raquel é amiga de Marcelo. Ela tem 6 anos, ele 3. Num passeio em um antigo campo de futebol do Centro Social Urbano, em Moreno, onde hoje tem uma ´invasão´, eles se encontraram e, desde então, mantém uma amizade.’Amigos de Infância’ diriam uns. ‘Amigos do acaso’ diriam outros. Amigos por que decidimos atender Marcelo nos seus pedidos de brincar com Raquel.

fotoTodas as implicâncias comuns a um típico garoto de classe média urbano são postas de lado por Marcelo quando ele esta na casa de Raquel. Anda descalços no mato, se molha e não pede para trocar de roupa, se meleca e não se limpa, sem frescura para nenhum biscoito oferecido. Graças à Raquel e à invasão no CSU.

Raquel tem uma amiga, também de 3 anos, sua vizinha Nicole. Uma negra linda e bastante geniosa. Segura firme na caneta e escreve. Curvas que só os adultos não compreendem. Mas as curvas eram lindas e eu não cansava de elogiar.

A mãe de Raquel percebeu meu encantamento e conversava animadamente comigo sobre o quanto as crianças eram espertas e danadas. E aí me fez uma pergunta que não esperava resposta:

– Como se tem coragem de judiar de uma criança?

Eu só balancei a cabeça, como quem compreende a pergunta, mas não compreende a resposta.

As crianças continuavam correndo entre arames farpados, muros e córregos. Uma diversão que não se encontra fácil. Aí a mãe de Raquel me relata o caso da semana.

– Nicole estuda no João de Deus!

Automaticamente me transportei para lá. É uma escola privada, era segunda maior do município, não sei sua posição hoje. Ela continuou:

– A mãe de Nicole foi pegar ela na quarta -feira passada. Nicole estava brincando junto com outras crianças. Depois ela se afastou das crianças e ficou brincando sozinha.

Eu fiquei pensando no encantamento da mãe olhando aquela cena. A mãe de Raquel continuou.

– Aí chega outra mãe e fica do lado da mãe de Nicole. E essa mãe olhou para as crianças e também admirava a brincadeira. Tanto que falou: ‘olha quantas crianças brincando!’ e depois olhou para Nicole e falou ‘Olha que urubuzinho’!

Minha sobrancelha enrijeceu. Automaticamente falei:

– Eu batia nela!

A mãe de Raquel concordou e disse:

– Num foi isso mesmo! Tiveram que chamar o segurança da escola para apartar!

Ainda chocada, balancei a cabeça como quem concorda e sabe a resposta certa.

As crianças continuavam brincando, leves como a vida deveria ser. E aí a mãe de Raquel fez mais uma pergunta que me colocou do tamanho que sou.

– Como pode? Nessa idade e já estão judiando dela!

Minha reação foi a óbvia. Espanto de concordância. Mas esta ultima frase ficou martelando… “Nessa idade e já estão judiando dela!”

É preciso deixar claro que não havia distancia econômica ou social entre as mães na escola. Tanto que as crianças estudavam na mesma escola. Mas já estavam judiando dela. Já.

Esse é um advérbio engraçado. Denota pressa, “logo logo chego. Já já chego.” Já estão judiando dela. O preconceito teve pressa. Chegou aos 3 anos, dentro dos muros da escola. Mas o pior não foi a pressa do preconceito, mas a constatação de que ele, um dia, chegaria. E só tornou-se problema por que chegou logo. Já estão judiando Nicole.

Marcelo, Raquel e Nicole. Todos comeram biscoitos juntos, com os pés sujos de barro. Talvez esta seja a última esperança que reste no mundo. Já já ele chega.

Invisibilidade Pública

Recebi há alguns dias o texto que publico abaixo. Não consegui identificar se Plínio Delphino, do Diário de São Paulo, realmente entrevistou Fernando Braga da Costa, mas outros sites corroboram a história e a tese do psicólogo social – uma história que nos faz refletir sobre os “bons dias” e “boas tardes” que deixamos de dar ao entrar em um elevador ou passar por pessoas nas ruas que trabalham, exclusivamente, para o bem estar de toda a sociedade.

Após ler o texto, sugiro buscar pelo nome de Fernando Braga na Internet. Há muitos outros textos e depoimentos que aprofundam este problema social do ser invisível, da discriminação velada, de como enxergamos o próximo, e nos inserimos em nossa sociedade.

O homem torna-se tudo ou nada, conforme a educação que recebe.

“Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível”

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da ‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionadosob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ‘seres invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:

‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi.

Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’.

Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Excelência em gestão de projetos motiva parceria entre organizações do terceiro setor para capacitação em metodologia internacional

ChildFund Brasil está capacitando pessoas em metodologia internacional de excelência em projetos de responsabilidade social, com foco em certificação  reconhecida pela APMG-International (Global Examination Institute),  instituição acreditadora de certificações de metodologias em gestão de projetos.

A cada dia se expandem as ações empresariais de responsabilidade social no Brasil e no mundo, devido a urgência dos cuidados com o planeta e a humanidade e a conscientização de muitos. Responsabilidade que exige conhecimento e profissionalismo para ser eficaz, para dar resultados a investidores, beneficiários e sociedade. Capacitar para a gestão de excelência no terceiro setor é uma atividade que o ChildFund Brasil – Fundo para Crianças está desenvolvendo, pois a instituição se tornou parceira institucional da INK (instituição especializada em capacitação do terceiro setor) e do GEPAL (Grupo de Estudos de Política da América Latina) na multiplicação da metodologia do PMDPro1®  (Project Management for Development).

O PMD é uma metodologia adaptada dos conceitos e ferramentas do PMBOK® (um dos mais reconhecidos guias internacionais de gerenciamento de projetos no setor privado) para as organizações do terceiro setor. A metodologia, foi desenvolvida pela organização internacional LINGOS, disseminadora de conhecimento para organizações sociais no mundo, e contou com o financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O PMD apresenta uma abordagem completa e objetiva, com 23 ferramentas simples e úteis, para o gerenciamento de projetos sociais, de qualquer porte e complexidade.

O ChildFund Brasil, como multiplicador da metodologia, vai oferecer cursos para capacitar pessoas e equipes que já trabalham com responsabilidade social ou pretendem atuar  nessa área. “Um curso dessa natureza é importante para que se possam aprender ferramentas de gestão que atendam novas exigências dos financiadores, ou seja, melhor estruturação dos resultados e impactos dos projetos sociais”, esclarece Edson Marinho, Coordenador de Projetos (Monitoramento & Avaliação) do ChildFund Brasil. Marinho, formado em Relações Internacionais e especialista em Educação a Distância, se capacitou no Panamá, em 2011, para ser multiplicador da metodologia no Brasil.

A rede de organizações sociais parceiras do ChildFund Brasil, formada por mais de 90 instituições sociais, e os integrantes da equipe do ChildFund Brasil serão capacitados ao longo dos próximos seis meses. Além das turmas “internas”, o ChildFund Brasil e a INK realizarão turmas  abertas a outras organizações. “A procura por este fortalecimento técnico é muito alta, e as vagas para as turmas com início em junho e julho já se encontram praticamente esgotadas”, informa Edson.

Os cursos podem ser feitos presencialmente ou a distância, e darão aos participantes com desempenho satisfatório o Certificado Internacional em Gestão de Projetos Sociais . A instituição certificadora é a APMG-International (Global Examination Institute) – acreditadora internacional de outras metodologias em gestão de projetos, tais como o Prince2®. Inscrições e mais informações podem ser obtidas através do email edson.marinho@childfundbrasil.org.br.

Serviço:
PMDPro1® (Project Management for Development)
Edson Marinho
Coordenador de Projetos (Monitoramento & Avaliação)
ChildFund Brasil – Fundo para Crianças
Inscrições/informações: edson.marinho@childfundbrasil.org.br

Assessoria de Imprensa
ChildFund Brasil – Fundo para Crianças
Flávia Presoti- (31) 3542 9080 / 9952 6028
http://www.flaviapresoti.com.br
Rosilene Leoni – (31) 9130-7219

Continue lendo »

Filhos de militares

Este post não é uma apologia pró ou contra as Forças Armadas. Não é uma crítica. Resolvi postar este texto porque, como filho de militar, pai ex-militar, e meu filho hoje também militar, achei que seu conteúdo traz uma forma diferente de enxergar a educação e oportunidades que filhos de militares têm ao longo da vida.

Comigo foi assim.

Mais que isso, é um exemplo de como podemos ver a mesma história por dois ângulos diferentes e absolutamente opostos. Mas… a escolha de como enfrentamos obstáculos é nossa: como dificuldade ou como oportunidade…

Todo mundo sabe que os filhos de militares têm uma capacidade quase camaleônica de se misturar ao novo meio, somos geneticamente mimados para gostar de tudo a nosso volta, seja frio, calor, elegância, pobreza, água, seca ou qualquer outra condição física, psicológica, geográfica, climática, financeira, etc…

Para quem está de fora, criticar tudo isso é muito bom, ‘’Os pobres coitados dos filhos de militares não tem amigos e nem laços afetivos com lugar nenhum! ‘’ Os fofoqueiros que me desculpem, mas meus laços afetivos são com o Brasil e meus amigos estão espalhados pelo mundo.

Quantas pessoas podem dizer que tem vivência nacional? Aprender sobre a Amazônia no meio da selva, ouvir os dois lados da história e escolher em qual acreditar, ter orgulho de ver seu pai tentar resolver os problemas de outros países. Quantas pessoas podem dizer que seu herói está dentro de casa? E não adianta um civil tentar se comparar com os nossos capitães, sargentos, coronéis, tenentes… Eles nunca vão entender que você se muda sim, mas que dentro da sua casa, onde realmente importa, nada muda.

Os filhos de militares aprendem a amar a distância, a entender o lado bom de tudo, a montar e desmontar uma casa em dois dias, a acolher até quem morou a vida toda na mesma casa, a conservar bons amigos com o carinho, mesmo sem a presença.

A cidade que você mora pode não ser a melhor de todas, pode até ser a pior, mas dentro de casa, lá sim, está o melhor lugar do mundo e os filhos de militares sabem fazer o melhor lugar do mundo em qualquer lugar, não importa aonde você chegue, dentro da casa de um militar sempre haverá um refúgio de carinho e amizade criado pelos nossos laços com o Brasil e pelos nossos amigos espalhados pelo mundo.

Os militares sabem que suas escolhas afetam a vida de suas famílias e sofrem ao ver seus filhos deixando os amigos, namorados e suas casas para trás, mas compensam suas famílias com uma chuva de amor e cultura. Se engana quem acredita que somos ‘’pobres filhos de militares’’, somos orgulhosos, gratos, felizes, ricos, privilegiados e acima de tudo amados filhos de militares, as casas podem mudar, mas nossos lares são construídos em torno de uma família não de um lugar.

O estilo de vida que meu pai me proporcionou fez de mim quem eu sou hoje, uma aspirante a jornalista com uma bagagem cultural gigante, que pode encher a boca e dizer que viveu e não leu toda essa cultura.

Obrigada pai por escolher ser militar”.

Escrito na faculdade quando um professor
pediu para a turma escrever sobre cada um.

Autora: Bárbara Miranda.
Fonte: Clube Militar.

Morro de saudades dos meus soldadinhos de “chumbo”, das experiências vividas ao longo da minha jornada pelos cantos do país, com meu pai militar, e minha superdedicada mãe.
(Edson Marinho)