Campanha pela Lei da Economia Solidária

Buscar uma nova forma de trabalhar e consumir, com solidariedade, sem patrão nem empregados, é um movimento crescente (mas não novo) desenvolvido pelas instituições e pessoas que acreditam na Economia Solidária.

É uma lógica reversa do capitalismo, mas sem a utopia ou romantismo de se mudar este sistema no curto prazo. Porém, no longo prazo, mostrar que é possível uma prática baseada na cooperação e na qualidade de vida para todos.

Para fortalecer esta proposta de desenvolvimento justo, sustentável, diverso e solidário, foi criada a Campanha pela Lei da Economia Solidária. O objetivo da Campanha é conseguir criar a primeira lei brasileira que reconheça o direito ao trabalho associado e apóie as iniciativas da economia solidária, dando espaço para as pessoas poderem se organizar em cooperação, com justiça e preservação ambiental.

No site do Cirandas você poderá encontrar mais informações da Campanha, e materiais tais como: formulário para coletar assinaturas, a proposta do texto da lei,  materiais gráficos (folder, cartaz, adesivo, logo e cartilha) e audiovisuais (vídeos e spot de rádio).

Acesse aqui o formulário e assine o abaixo assinado.
Este link acima leva ao formulário para coletar assinaturas (com orientações).

Participe desta luta!

A campanha é um grande mutirão por um Brasil justo e sustentável!

Anúncios

Gol.d – despertando sonhos adormecidos

Dilma Silva - Gol.d Projeto Entre Amigos para CrescerO pleonasmo no título deste post é proposital… os Grupos de Oportunidades Locais e Desenvolvimento (Gol.d) têm nos permitido conhecer e compartilhar belas histórias de pessoas que retomaram seus sonhos, abandonados por dificuldades financeiras ou outras razões.

Sonhos que adormeceram há algum tempo, e despertam agora, com uma nova esperança, conhecimentos, força, motivação, e apoio mútuo das pessoas que compõem o Gol.d destas mulheres (e homens) batalhadores. Durante o I Encontro Municipal de Gol.d, realizado em Mossoró, no dia 12 de dezembro de 2011, tive a honra de conhecer uma destas mulheres batalhadoras, e colher seu depoimento.

Maria Dilma Batista da Silva, 38 anos, divorciada, tem dois filhos: um com 11 anos que vive com ela, e outro com 20 anos que vive em São Paulo. Trabalhando como empregada doméstica, seu sonho adormecido era conseguir uma renda independente através do artesanato. Com um empréstimo de apenas R$ 50,00 que obteve com seu Gol.d conseguiu retomar esse sonho.

Continue lendo »

Gol.d – de volta às origens

Encontro Municipal de Gol.d - Mossoró-RN - Novembro de 2011

Atividades em grupo – Encontro Municipal de Gol.d – Mossoró-RN – Novembro de 2011

Há pouco mais de dois anos a equipe do Projeto Redes, acompanhada de diretores da Visão Mundial e de representantes da instituição indiana Hand in Hand, esteve em Mossoró, com a finalidade de dar os primeiros passos na adaptação da metodologia Gol.d para o Brasil. Surgiam ali os primeiros Gol.ds do Brasil…

Naqueles dias, lembro-me de ter comentado que estávamos trabalhando em parceria com nossos amigos indianos para adaptar e disseminar no Brasil uma metodologia que beneficiava um grande número de comunidades carentes na Índia.

Também me recordo de uma frase que disse, na qual realmente acreditava: “Hoje, estamos aqui para ensinar um pouco da metodologia que aprendemos com nossos amigos indianos. Em alguns anos, esperamos voltar aqui para aprender com você como essa metodologia está funcionando no Brasil”.

Esse dia chegou!

Continue lendo »

Ética Comércio Solidário – Matéria na Revista do Trabalho (MTE)

A Revista do Trabalho, uma publicação trimestral, desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em sua edição Jul/Ago/Set de 2011, abordou as temáticas do Comércio Justo e Economia Solidária.

Gabriel Belmont - Gerente de Negócios da Ética

Esta edição contou com a participação da Ética – Comércio Solidário e do Art Gravatá com empresa e grupo associativo, respectivamente, além de citá-las como referências na modalidade de comércio.

Além disso, a matéria aborda um breve panorama do Sistema Nacional de Comercialização Solidária e ações executadas pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A matéria com participação da Ética inicia na página 24, mas toda a publicação traz conteúdos atualizados e interessantes. A plataforma de leitura online (FlashPageFlip) é de leitura agradável, rápida, e organizada.

Segue abaixo o link da matéria online:

http://www.mte.gov.br/revista/edicao11/digital/default.html

Para maiores informações entre em  contato  com  Gabriel Belmont –  Gerente de Negócios da  Ética (  gabriel_belmont@wvi.org ) , ou  acesse:

www.eticabrasil.com.br
www.mercadojusto.com.br

Matemática Capitalista x Matemática Solidária

O professor Maurício Sardá de Faria recentemente compartilhou conosco a “fórmula” a seguir, que retrata a relação entre a capacidade e realidade do tempo de trabalho dedicado pelo indivíduo em um sistema capitalista:

Onde:
TT = tempo trabalhado
FT = força de trabalho
PD = processo de produção

Para entendermos melhor a equação e a analisarmos, tentemos interpretá-la da seguinte forma:

O tempo de trabalho que o indivíduo incorpora em na força de trabalho é menor que o tempo de trabalhado que ele é capaz de despender em um processo de produção”.

A parte à esquerda da equação refere-se ao tempo que o indivíduo incorpora em si, ao salário. Neste lado, os trabalhadores lutam por direitos trabalhistas, salários mais altos (justos), redução da jornada de trabalho.

A parte à direita, significa o potencial máximo que pode ser “sugado” do indivíduo em um processo de produção capitalista. Naturalmente, nosso salário e direitos são menores à capacidade que acabamos dedicando ao processo de produção. Naturalmente?

Continue lendo »

Comércio Justo ou Comércio Menos Injusto?

O termo justiça (do latim iustitia) se refere à igualdade entre todos os cidadãos. É a busca pela preservação e garantia dos direitos, legalmente ou litigiosamente falando. Em outras palavras, é buscar igualdade nos direitos dos cidadãos, seja através da lei, seja através de uma convenção social, do hábito.

Para Aristóteles, justiça representa tanto legalidade quanto igualdade. A partir deste pensamento podemos tentar compreender o Comércio Justo como processos comerciais que ocorrem de acordo com a lei, mas buscando a igualdade entre todas as partes que estão envolvidas.

Continue lendo »

O Comércio Justo não “ajuda” pequenos produtores e artesões

Na região sul da Índia, mais especificamente nos Estados de Tamil Nadu, Andhra Pradesh e Keral, os pedintes nas ruas vêem até você e dizem: “Dharmam”. A tradução desta expressão está longe de ser “uma esmola, por favor”.

Recepção em comunidade indiana, Kanchepuram, Tamil Nadu

Dharmam (Dharma em hindu e em sânscrito) significa justiça. Os pedintes, ou as pessoas necessitadas, clamam por justiça. Justiça na divisão das riquezas, no acesso a direitos básicos e fundamentais, nas oportunidades e no espaço para crescer.

Mas não é através desta justiça – a esmola – que será possível alterar as condições sociais e financeiras dos menos favorecidos no Sul da Índia. Não é esta justiça pontual que transformará sua vida. Da mesma forma, não é essa justiça, essa “ajuda”, que o Comércio Justo almeja alcançar, seja na Índia, no Brasil, ou em qualquer outro país.

Continue lendo »